Gosto de azul, mas por ti eu uso vermelho . Eu troco até meu vinho pela água.Eu sou sul, leste, oeste, e então encontro um norte. E sou a quentidão do sol, você, a serena lua. E quer saber? Eu gosto de serenidade também.Eu até abaixo o meu rock, meu bem, e danço um samba com você.
Nessa altura do campeonato o meu ceticismo já foi pro cacete. Pedi pra deus, papai do céu, todos os astros, todos os santos, o mar, a noite, tudo e todos. Pedi a todos eles uma explicação. Pedi que me curassem dessa angústia, inquietude. Pedi que me curassem de você. Cê sabe como dói dizer isto? Curar-me de você quer dizer nunca mais ter seus braços me envolvendo. Quando eu me curar de você, suas palavras não terão mais nenhum efeito sobre mim. Minhas pernas não tremerão mais ao lhe ver. E eu nunca mais pronunciarei as doces palavras que um dia disse a você. Nunca mais dispararei os mesmos olhares. Nem mesmo sonharei sonhos tão viajantes por alguém. Meus suspiros e sussurros e gemidos nunca mais serão os mesmos, tampouco o frio na espinha de imaginar nós dois. Nada disso sobrará. Minha risada se tornará cada vez mais muda e o sorriso, sem graça – não aquele sem graça de vergonha de você, mas sem cor.
Pois então, imagino o que há de ser pior: não ser feliz ou simplesmente não ser; não ter paz ou simplesmente não ter nada.